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Eu sou Felipe Abreu, fundador da Mentor dos Nerds, profissional de tecnologia, mentor e autor.

Felipe Abreu orquestra software, agentes, automações e fluxos de dados diante de uma operação conectada a outros setores Ilustração editorial criada com IA a partir de referências visuais autorizadas.

Minha base não começou com a onda recente da inteligência artificial. Ela foi construída ao longo de anos desenvolvendo software, lidando com sistemas reais e aprendendo que tecnologia só entrega valor quando sobrevive a requisitos, integrações, falhas, manutenção e pessoas.

Sou formado em Ciência da Computação pela UNISINOS. Ao longo da minha trajetória, trabalhei na esteira inteira de um projeto: conversar com o cliente, levantar requisitos, identificar o problema por trás do pedido, transformar esse entendimento em sistema, escolher estratégias e arquiteturas, implementar, publicar na infraestrutura e manter a operação observável, segura e recuperável por backup.

Essa visão de ponta a ponta é uma das minhas maiores forças. Não recebo apenas uma especificação pronta para codificar nem entrego um repositório esperando que outra pessoa descubra como colocá-lo de pé. Consigo acompanhar a distância completa entre uma necessidade ainda mal formulada e um sistema em produção — inclusive os compromissos, riscos e decisões que aparecem no caminho.

O desenvolvedor “preguiçoso” que levantava para tomar café

Eu sempre fui um desenvolvedor meio preguiçoso — no sentido de querer resolver bem e rápido o bastante para poder levantar da cadeira.

Quando trabalhava fisicamente nas empresas, terminar um problema cedo me dava tempo para ir até a cozinha, tomar café, conversar com as pessoas e visitar outros setores. Nessas conversas, eu começava a entender como cada área realmente funcionava: onde a informação parava, que regra não estava documentada, qual atalho sustentava a operação e por que uma solicitação aparentemente simples chegava ao software daquele jeito.

Na época, eu não chamava isso de descoberta de processo. Era curiosidade, café e vontade de não ficar preso à própria tela. Mas essa circulação me ensinou algo que ainda orienta meu trabalho: sistema nenhum existe apenas no código. Ele atravessa pessoas, decisões, incentivos, exceções e acordos que raramente cabem inteiros numa especificação.

Hoje, quando penso em agentes e automações, continuo fazendo a mesma coisa com ferramentas muito mais capazes. Antes de acelerar um processo, quero entender a operação que será acelerada. Automatizar sem atravessar os outros setores é só fazer o erro chegar mais rápido e com uma interface melhor.

Do software à orquestração de agentes

Hoje, concentro boa parte do meu trabalho em orquestrar agentes de IA e automações.

Isso não significa apenas escrever um prompt melhor. Significa construir um sistema de trabalho em que contexto, memória, skills, subagentes, ferramentas, permissões, validações e critérios de decisão cooperam sem retirar do humano a responsabilidade pela direção.

Eu uso IA para externalizar contexto, coordenar ideias, delegar execução e aumentar a capacidade operacional. Ao mesmo tempo, levo a sério rastreabilidade, monitoramento, segurança, integridade da informação, backups e limites. Uma Ferrari em alta velocidade continua chegando mais cedo à parede se ninguém estiver cuidando da direção.

O que eu construo

Meu trabalho acontece na interseção entre:

  • arquitetura e desenvolvimento de software;
  • agentes de IA, automação e memória operacional;
  • integração de processos, ferramentas e dados;
  • infraestrutura, segurança e continuidade;
  • liderança técnica, comunicação e desenvolvimento humano.

Na prática, eu procuro mapear processos e gargalos, identificar onde software, automação e IA podem gerar valor e implementar soluções com o nível de controle que o contexto exige. Às vezes isso significa combinar ferramentas de mercado. Em outros casos, significa construir uma arquitetura própria porque segurança, soberania, integração ou governança importam mais que conveniência imediata. Sempre que o problema permitir, prefiro código aberto, infraestrutura privada e caminhos que preservem o controle do cliente sobre dados, políticas e operação.

Por que este blog existe

Este blog é meu cartão de visitas intelectual e técnico.

Ele também é o núcleo editorial e autoral da i-9.ai. É aqui que desenvolvo com mais espaço as percepções, os critérios e os cuidados que orientam o trabalho entregue pela empresa — sem transformar cada artigo numa proposta comercial.

Aqui eu registro como penso, o que estou construindo, quais perguntas ainda permanecem abertas e onde o entusiasmo tecnológico precisa encontrar método. Alguns textos são práticos. Outros investigam os efeitos humanos da tecnologia. Em ambos os casos, quero separar evidência, hipótese e síntese autoral sem matar a convicção do texto.

Não escrevo para provar que toda novidade é revolução. Também não escrevo para tratar toda mudança como ameaça. Escrevo para entender a direção, testar o que funciona e devolver ao mundo algo que possa ser discutido, usado e verificado.

E os serviços?

Este espaço também é a porta de entrada para os serviços que entrego pela i-9.ai.

Isso não transforma o blog numa página de vendas disfarçada. Antes de contratar qualquer solução, quero que um possível cliente consiga entender quais problemas estou tentando resolver e por que me preocupo com direção, segurança, rastreabilidade, integração, governança e impacto humano nas entregas.

Se você gostou desse jeito de trabalhar e enxerga um problema que eu posso ajudar a transformar em sistema, entre em contato. Você não precisa chegar com a solução pronta: podemos começar pela necessidade, pelos critérios e pelo que precisa mudar na operação.

Os artigos continuam sendo a melhor forma de conhecer meu repertório, meu método e o tipo de problema que gosto de resolver.

Eu ofereço presença, ferramenta e caminho. A direção continua sendo uma responsabilidade humana.